segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Empresa de cotegipense lidera setor de abastecimento de frigobar hoteleiro no país



Adinei Botjuk, diretor da
empresa Anserve
É quase que automático. Quando você se hospeda em um hotel uma das primeiras coisas é abrir o frigobar para ver se a cerveja, suco ou refrigerante estão lá esperando para serem consumidos. E se você consumir algum desses produtos, no dia seguinte seu frigobar estará novamente abastecido. O que poucos sabem é que está por trás desse sistema eficaz de abastecimento é o cotegipense Adinei Botjuk. 

Adinei é fundador e proprietário da Anserve, atualmente a maior empresa do mercado brasileiro especializada na administração de frigobares em apartamentos hoteleiros. A Anserve é responsável por abastecer os frigo­bares de 31 mil apartamentos em 223 hotéis distribuídos por 16 estados brasileiros, fornecendo todos os produtos, matérias e funcionários que diariamente fazem a reposição nos apartamentos. São 530 funcionários que trabalham na empresa.

A história de Adinei é interessante. Filho de dona Emília, antiga governanta da canônica de Cotegipe, estudou no Colégio Cristo Rei de 1974 a 1976 e o segundo grau no grupo, que era extensão do Escola Professor Mantovani, de 1977 a 1979. Saiu de Cotegipe em 1984 para trabalhar na Caixa Econômica Federal em Erechim. Em 1987, foi transferido para São Paulo. Em 2002, saiu do banco no plano de demissão voluntária e abriu a Anserve.

Doze anos depois, a empresa é uma potência reconhecida no sistema hoteleiro do País. O crescimento anual tem sido superior ao esperado até pelo próprio Adinei. A expansão contínua é consequência do bom trabalho desempenhado pela Anserve na rede hoteleira e pelo crescimento da rede hoteleira no país.

O segredo da Anserve está na prestação dos serviços. “Ao contratar os serviços Anserve, o hotel economiza com a seleção, contratação, outorga de benefícios e treinamento de funcionários, inclusive o recolhimento de encargos e impostos. Quanto aos produtos, o hotel deixa de ter que assumir eventuais perdas provenientes da expiração da validade ou do não pagamento no check-out, pois assumimos estas perdas. Na área de compras, há a redução das despesas com reposição e compras de diversos itens”, explica Adinei. 

Entre seus clientes estão redes importantes com a Accor, Atlantica, Golden Park, Blue Tree, Amazonas Palace Hotel, Balneário Hotel, Sheraton Curitiba, Arpoador Inn, Ipanema Inn, Othon – Rio Othon Palace, Royalty Hotel Barra, Transamerica Barra da Tijuca, Castelmar, Plaza Caldas da Imperatriz, Melia e Monreale.

E no final da conversa com Adinei, com quem estudei no Cristo Rei, perguntei qual era a origem da palavra Anserve, e ele explicou. “A de Adinei e N de Neiva, minha esposa”.
Sucesso.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

População de Cotegipe cresce 220 pessoas em quatro anos, segundo o IBGE








O IBGE divulgou ontem que a população de Barão de Cotegipe em 1 de julho de 2014 era de 6.749 habitantes, 220 a mais que a registrada em 2010, quando a cidade tinha 6.529 pessoas. No entanto, se comparada com o censo de 1970, a população diminuiu significativamente. De acordo com o censo daquele ano, o município tinha quase 9 mil habitantes. 

AnoBarão de CotegipeRio Grande do SulBrasil
19917.3709.138.670146.825.475
19966.8949.568.523156.032.944
20006.92710.187.798169.799.170
20076.51910.582.840183.987.291
20106.52910.693.929190.755.799
Em 2010, a divisão entre homens e mulheres era praticamente a mesma. São 3.296  homens e 3.233  mulheres. Sendo que a maioria das mulheres está na área urbana e os homens na área rural. Outro dado interessante é que o número de mulheres com mais de 70 anos é superior ao dos homens. Já nas faixas etárias de 0 a 70 anos o número de homens é levemente superior ao das mulheres.

A área territorial é de 260,131 metros quadrados e a estimativa do IBGE aponta que o PIB per capita em 2011 no município era de R$ 18.351,00.

No entanto, os dados do IBGE mostram que Cotegipe tem a maior população entre os municípios da região, perdendo obviamente para Erechim, que tem 101.752 pessoas. 
Veja os números:

Aratiba  -  6.663 pessoas
Gaurama  -  5.940
Campinas do Sul -  5.653
Erval Grande - 5.227
Marcelino Ramos  - 5.074
Itatiba do Sul  - 4.049
São Valentim  - 3.542
Ponte Preta  - 1.743 habitantes. 

As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. 
Quem quiser mais dados estatísticos sobre Cotegipe deve acessar o site do IBGE, clicando aqui 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Alunos em sala de aula no Instituto Cristo Rei: família Ferraretto




Alexandra d'Avila Bakker, que mora nos Estados Unidos, enviou a foto acima, encontrada no arquivo da família, onde está uma classe de alunos do Instituto Cristo Rei, em Barão de Cotegipe. A foto não tem data precisa, mas Alexandra calcula que seja entre entre 1937 e 1938.

Na imagem estão marcados os tios-avós de Alexandra (irmãos da avó paterna), o sr. Walden Ferraretto, que já morreu, e Waldyr Ferraretto, que está com 80 anos. Walden é pai de Luciana Mendonça Ferraretto Simão. 

Quem puder ajudar a identificar os demais alunos será bem-vindo. É mais um resgate da história cotegipense. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cotegipe vai ganhar uma Academia de Saúde e nova escola municipal

Praça da Liberdade, ao lado do Ginásio Municipal, onde será construída
 a Academia da Saúde

Resolvi dar uma olhada no site da Prefeitura (www.baraodecotegipe.rs.gov.br) de Barão de Cotegipe e gostei do que vi por lá. A administração municipal está investindo em duas áreas importantes para a população, que são a Saúde e a Educação. Duas obras estão em andamento. Uma delas é a construção da Academia da Saúde, na Praça da Liberdade, perto do Ginásio Municipal de Esportes. 
O investimento é do Ministério da Saúde e totaliza R$ 100 mil, atendendo a um pedido que havia sido protocolado ainda no ano passado. A obra deve começar em breve. A licitação da empresa que vai fazer a obra já está concluída. “Será mais um espaço, um espaço diferente, disponível para que as pessoas possam fazer os seus exercícios”, disse o prefeito Fernando Balbinott.
Segundo o texto que consta no site da Prefeitura, nos municípios que já tem academias instaladas já aparecem os resultados. Em Curitiba uma pesquisa com usuários das academias apontou que 33% deles havia retomado a prática de exercícios depois da instalação dos equipamentos de uso gratuito na cidade.

Escola
Máquinas trabalham na antiga sede do DAER, onde será construída
 a nova escola municipal 

Por outro lado, a obra para a construção da nova escola municipal já começou. Avaliada em R$ 3,5 milhões, a obra, é totalmente custeada pelo Ministério da Educação.  A escola foi cadastrada em fevereiro no ano passado do PAR -  Plano de Ações Articuladas, e segundo a Prefeitura, é o maior investimento federal feito na história de Barão de Cotegipe pelo Governo Federal.
O projeto conta com 12 salas de aula, espaço administrativo, laboratório, biblioteca, sala multifuncional, cantina, quadra poliesportiva coberta, dentre outros espaços; e será construída no terreno na capatazia do DAER, concedido no início do ano ao Município. Parte do mobiliário já foi recebido.
 De acordo com o prefeito Fernando Balbinot a obra representa um salto de qualidade da educação, já que o município enfrenta dificuldades no que diz respeito à estrutura e falta de vagas. “A escola atenderá inicialmente os alunos do ensino fundamental, mas conforme a necessidade, também vai abrigar as crianças das séries iniciais e educação infantil, que é hoje nossa maior demanda”, disse.
O Prefeito lembra que além da escola, outros recursos do Governo Federal já chegaram ao município, como: ônibus, livros e materiais didáticos, netbooks, mobiliários, brinquedos específicos para os berçários, recursos para treinamento de professores, dentre outros. A previsão é que a obra inicie ainda neste mês e esteja concluída em 2016.
FONTE: Fotos e texto com informações do site da Prefeitura de Barão de Cotegipe

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Manhã de inverno






A lua ainda banha a geada nos telhados quando o galo canta. Seu Albino tira as cobertas e levanta da cama. Seu 1,95 de altura e quase 100 quilos, cansados pela idade, exigem um pouco mais de esforço. O termômetro sobre a cômoda aponta 2 graus. Coloca meias grossas, botas de cano alto, o velho capotão de lã, boné de feltro, e caminha lentamente para que o assoalho de madeira da cinquentenária casa não ranja e acorde a mulher e os filhos.


Na cozinha, abre a caixa de lenha e as encaixa no fogão. Joga algumas gotas de querosene na lenha seca, risca um palito de fósforo e logo chamas vermelhas e amarelas surgem. Pega a chaleira, enche com a água gelada que sai da torneira e coloca sobre a chapa do fogão. Enquanto a água esquenta, põe erva na cuia e prepara seu chimarrão. Depois, senta em frente ao fogão e esquenta as mãos com o calor que começa a sair. Pela janela da cozinha observa os primeiros raios de sol banharem o alto do pé de pera que fica logo em frente à casa. “O dia vai ser frio, mas muito bonito”, pensa.

Minutos depois a chaleira começa a chiar. Levanta, coloca água na cuia e volta a sentar para saborear seu café matinal. O calor do fogão agora aquece toda a cozinha. Sua mulher senta ao seu lado e compartilha algumas cuias de chimarrão. Os dois conversam sobre o frio, sobre o dia que começa a nascer. Ele toma mais uma cuia, abre a porta e sai para alimentar os animais.

O ar gelado da manhã corta seu rosto e deixa o nariz vermelho. As botas pisam sobre a geada que ainda cobre a grama do quintal. Sua cachorra perdigueira deixa a varanda onde dormiu sobre panos cuidadosamente arrumados por ele na noite anterior, se espreguiça e caminha ao seu lado. Albino vai ao velho galpão de madeira, pega um balde de ração e leva até a estrebaria onde está a vaca holandesa batizada de Estrela, devido a uma estrela branca que tem no pelo negro da testa. Volta ao galpão e pega outra porção de ração, agora para o porco. As galinhas são as últimas a serem alimentadas com grãos de milho. Antes de voltar para o interior da casa, retira os panos que sua mulher colocou sobre flores e verduras para não serem queimadas pela geada. Todas estão salvas. Os brotos da parreira também escaparam do frio.

Café

Então ele volta para casa e encontra mulher e filhos tomando café no calor da cozinha. A chapa do fogão está tomada por fatias de polenta com queijo derretido e pedaços de salame, leite quente, café, batata doce, uma panela com pinhão e outras já com a comida para o almoço. Albino senta com os filhos, toma seu café reforçado, conversa e depois os acompanha até o portão para irem à escola. O sol começa a esquentar a terra e derreter a geada. As crianças correm brincando para se esquentar.

Ele as observa dobrarem a esquina e então se dirige para sua ferraria. Seu irmão já está ao lado da forja quente, tomando chimarrão. Enquanto os dois irmãos conversam, chegam clientes e amigos que compartilham comentários sobre a geada e sorvem a água quente do chimarrão.

O frio deixa o ferro da bigorna queimando as mãos, mas eles estão acostumados. Logo pegam nos pesados martelos e começam a transformar o ferro em brasa que sai da forja em ferraduras. As batidas secas de ferro contra ferro soam como um despertador para a pequena comunidade onde moram.

Logo, os dois irmãos estão suados e vão se livrando dos pesados agasalhos. Lá fora, alguns pontos de geada ainda resistem aos raios do sol. Seu Albino para alguns segundos na porta da ferraria para aquecer o rosto ao sol. Olha para o alto da torre da igreja à sua frente. Os raios do sol passam por entre a cruz, formando imagens de calendário religioso. “Só falta aparecer Deus”, pensa seu Albino, brincando com ele mesmo, que é um católico fervoroso. Pessoas agasalhadas começam a movimentar as ruas. O som metálico do martelo na bigorna o chama para o trabalho, em mais uma manhã de inverno.

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