segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Lembrança do velho e saudoso Café do seu Olivo

O velho Café/Rodoviária do seu Olivo. Época marcante para várias gerações
Dias desses publiquei no Facebook a foto acima do velho café e rodoviária do seu Olivo. A foto mexeu com os cotegipenses dos quatro cantos do mundo. Antes de continuar, vou tentar identificar os personagens da foto. No canto esquerdo aparece o pneu traseiro da minha velha e querida companheira de aventuras pelas colônias, a bicicleta Caloi barra forte pneu linguiça. Na sequência, não consegui identificar o BM que está em pé. O primeiro sentado é o amigo Edgar Tussi e depois sou eu. Os demais também não reconheço. Alguém sabe quem é?

Bem, vale dizer que depois da igreja o Café era o principal ponto de encontro de Cotegipe (ou
o contrário, não sei). Era ali que a gente se reunia todo final de semana para conversar, beber, encontrar os amigos e sair para bailes e festas. Quando criança costumava ir com meu irmão tomar sorvete e assistir televisão no Canal 5. Entrar ali para uma criança era entrar no mundo dos adultos. Ficava receoso. Também era estar no lugar mais agitado da cidade, era estar na “onda”. Ali estavam os malandros, os descolados e também as famílias.

O Café do seu Olivo era um lugar especial. Fim de semana era obrigatório passar por lá e tomar um sorvete. Por falar em sorvete, durante algum tempo eu levava entre cinco e dez litros diários de leite da vaca holandesa do
meu pai para seu Olivo fazer os deliciosos sorvetes. Ia de bicicleta, levando um taro de cada lado e muitas vezes eles não chegavam inteiros ao destino. O leite ficava pelo caminho e eu com um machucado no joelho, rs rs.

O café também era rodoviária. Durante o dia era ponto de partida e chegada, principalmente para a distante Erechim, naquela época.
E tinha os ônibus da família Cavalim e da Unesul, que nos levavam para destinos mais distantes, como Porto Alegre ou Cascavel.

Mas o velho casarão no existe mais, deu lugar a um novo prédio de alvenaria. Sinal dos tempos. Ficou na nossa lembrança e nesta bela foto. Lembranças que ficam de uma época adorada por todos. O Café do seu Olivo, bem como sua família, marcaram época de toda uma geração de cotegipenses. Fiquemos com as lembranças, que devem ser repassadas aos nossos filhos e netos.



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Lágrimas por Ceará



O frescor da manhã ainda refletia na grama da praça quando saí para levar o lixo na caçamba estacionada na esquina da rua. Notei que um pequeno caminhão de mudanças circulava a praça lentamente, com o motorista olhando atencioso para as casas.
- Está perdido, pensei.

Dito e feito. Segundos depois o caminhão de cor branca e placas de São Paulo para ao meu lado. Tento ler o nome da empresa de mudança estampada num pequeno slogan na carroceria, mas ela está toda riscada. 

- Bom dia moço, você sabe onde fica o número 245 desta rua, pergunta o motorista, um jovem com cerca de 25 anos, barba por fazer e olhar preocupado.

- A numeração nesta rua é desordenada mesmo, respondo. Também não sei, mas se você tiver o nome da pessoa talvez eu conheça. 

Ele pega o celular e me mostra o nome, o endereço e a foto do rapaz. É um jovem, também barbudo, provavelmente estudante e morador de uma república. Dou uma boa olhada na foto mas não reconheço o rapaz. Explico ao motorista que a rua é curta e fica entre a Estrada da Rhodia e a fazenda e que não vai ser difícil encontrar o número. Sugiro que ele procure num beco no final da rua. É bem provável que o número esteja por lá. Já estava colocando o lixo na caçamba quando ele puxa conversa.

- Lugar tranquilo de morar aqui, né, muito bonito também, diz ele. Ruas de terra, muitas árvores e esta calmaria.

- Concordo e digo que é muito bom, ao contrário de São Paulo, de onde deduzi que ele vinha.

- Ah sim, São Paulo é aquela poluição infernal, barulho, carros, uma doideira sem fim, diz ele, alongando a conversa. Mas este lugar lembra muito minha terra natal, o Ceará. Vim para São Paulo para fazer um dinheirinho e assim que puder volto para minha terra, diz.

- Com certeza a qualidade de vida lá é bem melhor que o inferno de São Paulo.

- Não é só isso, é que deixei meus pais lá, sozinhos, eles só têm a mim no mundo. Estou morrendo de saudades deles. Não posso nem falar isso que me dá vontade de chorar. 

E para minha surpresa, ele começa a chorar mesmo. Constrangido, em plena segunda-feira cedo, com um homem desconhecido chorando na minha frente, digo que é uma decisão que somente ele pode tomar. Ainda com lágrimas nos olhos, ele diz que está pensando seriamente em retornar aos seus familiares, mas que antes precisa guardar um dinheiro. Pensei em quantos como ele no passado fizeram este caminho e que jamais conseguiram voltar para seus familiares, ficando a saudade e a dor de uma separação.

Ele agradece pela ajuda, liga o caminhão e vai em direção ao beco onde talvez esteja a pessoa que procura. Coloco o lixo na caçamba, caminho para casa e penso no que será o resto da semana. Bom dia.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A violência no Rio Grande do Sul


Há alguns dias comecei a escrever um artigo sobre a violência em Cotegipe. Parei porque achei que eram fatos isolados o que lia nos noticiários, mas eu estava errado A ida da Força Nacional para controlar a violência no Estado é extremamente lastimável e mostra que algo está fora de controle em todo o Estado. 

Obviamente essa Força não chegará a Cotegipe, mas é um reflexo da situação perigosa em que se encontra o Rio Grande do Sul e, consequentemente, todos seus moradores, inclusive os cotegipenses. É triste para quem esta fora ver o que esta acontecendo com  a terra natal. Moro no estado de São Paulo, onde a violência impera, mas nunca foi necessário chamar reforço nacional.

É claro que tudo isso também decorre da situação economicamente famigerada que vem consumindo o Estado nos últimos anos. Um Estado que poderia ser uma grande potência, está falido. 

Tomaras que essa situação se resolva rápida e que a paz volte a reinar no Estado. Creio que o significado de gaúcho faca na bota não é bem esse. 


Era isso que eu estava escrevendo."É, Cotegipe não é mais a mesma. Basta fazer uma pequena busca na internet que as notícias que mais aparecem são prisões de falsários, advogados, adolescente detido em sala de aula com drogas, de foragidos e até de assassinos. 


Além dos crimes comuns, os do colarinho branco continuam existindo. Como o recente caso de falsificação e venda irregular de medicamentos. Felizmente não são cotegipenses, mas pessoas que lá se instalaram, mas, como da outra vez, mancharam o nome da cidade.

E tem também escritório de advocacia envolvido com a falsificação de documentos. E volta e meia um sujeito procurado pela justiça é preso na cidade. Que fase!!!"

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Pokémon GO? Por que não?


Ora, ora, por que não o Pokémon GO? Houve uma época em que a diversão da criançada era caçar borboletas, pegar passarinhos em arapucas e praticar outras “brincadeiras” com animais. Nos olhos de hoje, todas politicamente incorretas.

Então, por que não deixar a criançada e adultos correrem atrás desses estranhíssimos monstrinhos virtuais, com nomes mais estranhos ainda, pelas ruas, parques e praças? Se já não é mais possível caçar borboletas ou passarinhos, que se use a tecnologia para uma diversão sintética. Assim como antigamente vieram os bichinhos virtuais e todas as crianças queriam um, agora a febre mundial é o Pokémon.

O jogo foi inspirado no desenho animado japonês Pokémon, sucesso infantil na década de 1990, que tinha como personagens os monstrinhos Pikachu, Charmander e Squirtle. O game usa realidade virtual associada ao sistema de localização por satélite (GPS) para espalhar os pokémon pelas cidades. A brincadeira é caçar e colecionar os monstrinhos, que só podem ser visualizados e capturados com o smartphone. Uma brincadeira que fez as ações do grupo Nintendo crescerem 90% em um mês.

A ideia é boa. Em vez de deixar o jogador trancado em casa, em frente ao monitor, o objetivo é fazer com que ele se exercite atrás dos bichinhos pelas ruas da cidade. E deu certo. Reportagem do Correio mostrou que o game está unindo pais e filhos na busca conjunta dos bichinhos. Isso é bom. Tira o filho do isolamento e fortalece o contato familiar. 

No Facebook vi um vídeo com o depoimento emocionado da mãe de um jovem autista. O jogo teve o poder de tirá-lo de dentro de casa, levá-lo para a rua e fazer com que interagisse com outras pessoas. Pronto, já valeu. Porém, tem muita gente distraída pelas ruas, com os olhos grudados no celular e sofrendo acidentes. São vários os relatos de pessoas que caíram em lagos, foram atropeladas, assaltadas e multadas enquanto procuravam os Pikachus.



Como nenhum almoço é de graça, as teorias da conspiração levantam alertas contra o jogo. Um deles é a invasão de privacidade. Quando você instala o aplicativo dá permissão para acessar sua lista de contatos, localização precisa ao GPS e leitura de todo o conteúdo gravado no celular. Dados que podem ser usados para várias aplicações comerciais. Ao caçar o inocente bichinho estranho você enviaria, de graça, informações sobre ambientes internos, como de sua casa, apartamento e de órgãos públicos. Isso complementaria o mapeamento mundial de áreas externas feitas pelo Google. 

Bem, o fato é que a partir do momento em que liga seu celular ou computador você já passa informações sobre sua vida pessoal para o “Grande Irmão”, independente do Pokémon GO. Mas quem vai deixar de usar o celular ou de entrar numa rede social? Então, porque não Pokémon GO? Mas, como toda febre, a temperatura já está baixando.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ônibus bate em poste no centro de Cotegipe




Algo muito sério deve ter acontecido com o motorista para não ter visto este poste imenso no centro de Cotegipe. Ele deve estar há uns 30 anos na ponte sobre o Rio Jupirangaba. Infelizmente, teve feridos.
Vejam a notícia que saiu no JBV Online

Um ônibus da Unesul bateu em um poste de iluminação no centro de Barão de Cotegipe, na tarde desta quinta-feira, 14 de julho, e assustou os passageiros, que faziam a Linha Passo Fundo/Cascavel.
O acidente aconteceu por volta das 14h30min, na Avenida Ângelo Caleffi, quando o veículo manobrava para estacionar na rodoviária do município e as causas ainda são desconhecidas.
De acordo com informações extraoficiais, o motorista teria ficado ferido, mas sem gravidade. Ele foi encaminhado para atendimento médico na Fundação Hospitalar Santa Terezinha em uma ambulância da Secretaria da Saúde da cidade.
Uma passageira e o cobrador também teriam sido levados para receber atendimento médico por reclamarem de dores no corpo.
Por Alan Dias


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