terça-feira, 29 de novembro de 2016

Carinho e solidariedade ao povo chapecoense


Os familiares do blog A Grande Barão de Cotegipe, bem como a grande família cotegipense, se solidarizam com as famílias chapecoenses neste momento de profunda dor com o trágico acidente aéreo que vitimou 71 pessoas, quando o glorioso time Chapecoense se dirigia para a cidade de Medellin, na Colômbia. 
Nossas orações e solidariedade aos familiares dos jogadores, jornalistas, comissão técnica, convidados e tripulantes da aeronave. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vladimir Farina é o novo prefeito de Barão de Cotegipe

Prefeito Vladimir Farina (PP) e o vice Joni Giacomel (PTB) vencem eleições em Barão de Cotegipe (Foto- Divulgação)


O ex-prefeito Vladimir Farina (PP), que governou o município por dois mandatos (2005-2008 e 2009-2012), obteve 57,59% (2.845) dos votos válidos, vencendo por diferença de 750 sufrágios o atual gestor, Fernando Balbinot (PT), que recebeu 42,41% (2.095) dos votos.

Para Farina, a vitória é um reconhecimento ao trabalho realizado nos mandatos anteriores e também uma resposta a uma forma diferente de fazer política. “Visitamos 99% das famílias. Fizemos uma campanha propositiva e promovendo a cultura da paz, sem bandeiras, sem adesivos, sem gastos. Em cada conversa sentimos o apoio e o calor humano da população de diferentes partidos, que nos acolheu com muito carinho em suas casas. Penso que essa conquista é um reconhecimento a nossa maneira de trabalhar colocada em prática em gestões anteriores, sempre governando para todos”, declarou o prefeito eleito, que apostava na vitória, mas não imaginava que seria por tamanha diferença.

Entre as preocupações de Farina está atender, com excelência e por meio dos serviços oferecidos, as demandas da população, que registrou aumento significativo no município, que assim como as demais cidades brasileiras, sofre com a queda na arrecadação e redução no repasse de valores do Estado e da União. “Os últimos anos têm sido de turbulência, mas temos um comércio muito bom e uma agricultura forte”, avalia.

Para fazer frente aos futuros desafios, ele já tem a receita. “Vamos adotar a mesma fórmula da campanha e fazer mais com menos, mudando o sistema de administrar o município, que deve ter orçamento, aproximado, de R$ 18 milhões em 2017. Com pulso firme vamos economizar onde for preciso, ajudar as empresas e fortalecer a agricultura para devolver à população a confiança depositada nas urnas em fora de saúde, educação, emprego e renda. Nossa comunidade é trabalhadora e honrada e merece nosso respeito e carinho”, assegura, agradecendo o apoio da população e também da família em mais este desafio.

Farina também já foi vereador pelo PP no período de 1993 a 1996 e esteve à frente da Amau – Associação de Municípios do Alto Uruguai nos últimos seis meses de 2012.


Resultado
Vladimir Farina (PP) - 2.845 votos (57,59%)
Fernando Balbinot (PT) - 2.095 votos (42,41%)
Total de eleitores aptos - 5.173
Total de votos válidos - 4.940 (95,50%)
Brancos - 83 (1,60%)
Nulos - 150 (2,90%)
Abstenções - 535 (9,37%)

Texto: JBV Online


Eleições 2016: vereadores eleitos em Barão de Cotegipe


Vereadores de Barão de Cotegipe - RS

APURAÇÃO
100%

Candidatos / Vereadores Eleitos de Barão de Cotegipe

Vagas para Vereador: 9
Joao Carlos Dassoler 11111
ELEITO
6.09%
302 VOTOS
Zaqueu Picoli (Pipo) 45666
ELEITO
5.77%
286 VOTOS
Floriano Ternes 13613
ELEITO
5.61%
278 VOTOS
Rodrigo Colet 11670
ELEITO
4.84%
240 VOTOS
Trombeta 14000
ELEITO
4.23%
210 VOTOS
André Gasparini 13000
ELEITO
4.07%
202 VOTOS
Djoni Kreczynski 40321
ELEITO
4.01%
199 VOTOS
Luiz Eduardo Giacomel 12345
ELEITO
3.87%
192 VOTOS
Adelir José Sartori 15015
ELEITO
3.43%
170 VOTOS

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Lembrança do velho e saudoso Café do seu Olivo

O velho Café/Rodoviária do seu Olivo. Época marcante para várias gerações
Dias desses publiquei no Facebook a foto acima do velho café e rodoviária do seu Olivo. A foto mexeu com os cotegipenses dos quatro cantos do mundo. Antes de continuar, vou tentar identificar os personagens da foto. No canto esquerdo aparece o pneu traseiro da minha velha e querida companheira de aventuras pelas colônias, a bicicleta Caloi barra forte pneu linguiça. Na sequência, não consegui identificar o BM que está em pé. O primeiro sentado é o amigo Edgar Tussi e depois sou eu. Os demais também não reconheço. Alguém sabe quem é?

Bem, vale dizer que depois da igreja o Café era o principal ponto de encontro de Cotegipe (ou
o contrário, não sei). Era ali que a gente se reunia todo final de semana para conversar, beber, encontrar os amigos e sair para bailes e festas. Quando criança costumava ir com meu irmão tomar sorvete e assistir televisão no Canal 5. Entrar ali para uma criança era entrar no mundo dos adultos. Ficava receoso. Também era estar no lugar mais agitado da cidade, era estar na “onda”. Ali estavam os malandros, os descolados e também as famílias.

O Café do seu Olivo era um lugar especial. Fim de semana era obrigatório passar por lá e tomar um sorvete. Por falar em sorvete, durante algum tempo eu levava entre cinco e dez litros diários de leite da vaca holandesa do
meu pai para seu Olivo fazer os deliciosos sorvetes. Ia de bicicleta, levando um taro de cada lado e muitas vezes eles não chegavam inteiros ao destino. O leite ficava pelo caminho e eu com um machucado no joelho, rs rs.

O café também era rodoviária. Durante o dia era ponto de partida e chegada, principalmente para a distante Erechim, naquela época.
E tinha os ônibus da família Cavalim e da Unesul, que nos levavam para destinos mais distantes, como Porto Alegre ou Cascavel.

Mas o velho casarão no existe mais, deu lugar a um novo prédio de alvenaria. Sinal dos tempos. Ficou na nossa lembrança e nesta bela foto. Lembranças que ficam de uma época adorada por todos. O Café do seu Olivo, bem como sua família, marcaram época de toda uma geração de cotegipenses. Fiquemos com as lembranças, que devem ser repassadas aos nossos filhos e netos.



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Lágrimas por Ceará



O frescor da manhã ainda refletia na grama da praça quando saí para levar o lixo na caçamba estacionada na esquina da rua. Notei que um pequeno caminhão de mudanças circulava a praça lentamente, com o motorista olhando atencioso para as casas.
- Está perdido, pensei.

Dito e feito. Segundos depois o caminhão de cor branca e placas de São Paulo para ao meu lado. Tento ler o nome da empresa de mudança estampada num pequeno slogan na carroceria, mas ela está toda riscada. 

- Bom dia moço, você sabe onde fica o número 245 desta rua, pergunta o motorista, um jovem com cerca de 25 anos, barba por fazer e olhar preocupado.

- A numeração nesta rua é desordenada mesmo, respondo. Também não sei, mas se você tiver o nome da pessoa talvez eu conheça. 

Ele pega o celular e me mostra o nome, o endereço e a foto do rapaz. É um jovem, também barbudo, provavelmente estudante e morador de uma república. Dou uma boa olhada na foto mas não reconheço o rapaz. Explico ao motorista que a rua é curta e fica entre a Estrada da Rhodia e a fazenda e que não vai ser difícil encontrar o número. Sugiro que ele procure num beco no final da rua. É bem provável que o número esteja por lá. Já estava colocando o lixo na caçamba quando ele puxa conversa.

- Lugar tranquilo de morar aqui, né, muito bonito também, diz ele. Ruas de terra, muitas árvores e esta calmaria.

- Concordo e digo que é muito bom, ao contrário de São Paulo, de onde deduzi que ele vinha.

- Ah sim, São Paulo é aquela poluição infernal, barulho, carros, uma doideira sem fim, diz ele, alongando a conversa. Mas este lugar lembra muito minha terra natal, o Ceará. Vim para São Paulo para fazer um dinheirinho e assim que puder volto para minha terra, diz.

- Com certeza a qualidade de vida lá é bem melhor que o inferno de São Paulo.

- Não é só isso, é que deixei meus pais lá, sozinhos, eles só têm a mim no mundo. Estou morrendo de saudades deles. Não posso nem falar isso que me dá vontade de chorar. 

E para minha surpresa, ele começa a chorar mesmo. Constrangido, em plena segunda-feira cedo, com um homem desconhecido chorando na minha frente, digo que é uma decisão que somente ele pode tomar. Ainda com lágrimas nos olhos, ele diz que está pensando seriamente em retornar aos seus familiares, mas que antes precisa guardar um dinheiro. Pensei em quantos como ele no passado fizeram este caminho e que jamais conseguiram voltar para seus familiares, ficando a saudade e a dor de uma separação.

Ele agradece pela ajuda, liga o caminhão e vai em direção ao beco onde talvez esteja a pessoa que procura. Coloco o lixo na caçamba, caminho para casa e penso no que será o resto da semana. Bom dia.

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