quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Era uma vez um Verão






























Lá vem o Verão, com seu calor, amor e prazeres. Uma das estações mais esperadas e festejadas por todos. Sinônimo de Natal, Ano Novo, férias, fim de aulas, banho de mar, de rio, de cachoeira, sorvete, bebidas, praia lotada, viagens, congestionamentos e muita gente por todos os lados. É a loucura provocada pelo sol da estação. 

No entanto, longe de tudo isso, vem uma lembrança totalmente diferente: eu, meu pai e minha mãe sentados em cadeiras de palha na calçada em frente à casa deles, na pacata cidade de Barão de Cotegipe. Era final de tarde e a lua já surgia no céu antes mesmo dos últimos raios de sol se esconderem atrás da montanha do tio Gottardo. O calor escaldante do dia era varrido pelo frescor da brisa noturna. 



Era um momento mágico, com as estrelas nascendo no horizonte, clima suave, casais, crianças, caminhando despreocupadamente pelas ruas, aproveitando o agradável início da noite, sem pressa. Amigos e vizinhos paravam para conversar e tomar um chimarrão. Depois, seguiam seu rumo. No ar, o cheiro de comida saborosa que saia das casas. 

Nós três, sentados, conversando sobre tudo e nada. Apenas desfrutando de uma harmonia com a natureza, com o clima e com as pessoas. A impressão que eu tinha era de que a transposição do dia para a noite era muito lenta, dando tempo de absorver todos os ingredientes pairados no ar. Os vaga-lumes surgiam do nada, iluminados por suas lanternas verdes, num bailado desprovido de coreografia. Em determinada hora, meu pai apontava para o céu para mostrar o Cruzeiro do Sul e os satélites que cruzavam por entre as estrelas, rumo ao infinito. Eu acredito que eram satélites. 

Quando volto para esse lugar ainda fico encantado com aquele céu tão perto e tão estrelado. E à noite, o silêncio eloquente só é quebrado pelo barulho do único ônibus que passa na madrugada em direção à capital. Fora isso, na calma noturna dá até para ouvir a raposa roubando uva do parreiral.

Esse lugar ainda existe, menos a histórica casa onde meus pai viviam. É uma daquelas lembranças que fica gravada em um canto especial da memória. Faz parte de um momento simples, mas preenchido de muitos sentimentos. E de estrelas. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ironias do destino

Inauguração da primeira loja do grupo Sonda, em 1974, na Rua Torres Gonçalves,
em Erechim 

Coisa loca este destino. Que eu lembre, minha primeira compra em um supermercado, lá pela década de 70, foi no recém-inaugurado Supermercado Sonda, no centro de Erechim. Na época, uma coisa grandiosa diante dos pequenos mercados e armazéns que existiam em Cotegipe. Impressionava a grande quantidade de mercadorias nas gôndolas e o fato de você entrar, escolher os produtos, colocar no carrinho e pagar no caixa. Ah, e tinha um auxiliar que empacotava as compras. Lembro que durante muitos anos acompanhei minha mãe nas compras no Sonda.

O tempo passou, o Sonda migrou para São Paulo, e, décadas depois, não é que voltei a fazer compras no supermercado Sonda? Só que aqui em Campinas, interior de São Paulo, a mil quilômetros de distância de Erechim. Os proprietários da rede já não são mais os mesmos, mas a marca está lá - Sonda. É difícil não fazer uma ligação com o passado, com Erechim e Cotegipe. É aquela velha história. Ironia do destino.

O supermercado Sonda me lembrou outra relação, desta vez com a energia elétrica. Quando criança, lembro que a energia elétrica que abastecia Cotegipe vinha da pequena usina montada em uma represa em Ponte Preta. Por muitas vezes fui com meu pai, o padre Polon, o sr. Polon, Valdirão, De Ré, Rosa e outros senhores que não lembro o nome, fazer algum tipo de conserto na usina, ou então simplesmente para passar o final de semana pescando.

Era uma aventura, pois íamos no velho Fordinho da paróquia e outras camionetes rurais. Depois, a energia da usina foi substituída pela CEEE (estadual) que virou RGE e que acabou comprada pela CPFL Energia. Outra ironia do destino. A CPFL Energia foi fundada e tem sede em Campinas, onde moro. Ou seja, a CPFL controla toda a energia que é consumida em Erechim, Cotegipe e demais cidades da região. Coisas do destino.



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Carinho e solidariedade ao povo chapecoense


Os familiares do blog A Grande Barão de Cotegipe, bem como a grande família cotegipense, se solidarizam com as famílias chapecoenses neste momento de profunda dor com o trágico acidente aéreo que vitimou 71 pessoas, quando o glorioso time Chapecoense se dirigia para a cidade de Medellin, na Colômbia. 
Nossas orações e solidariedade aos familiares dos jogadores, jornalistas, comissão técnica, convidados e tripulantes da aeronave. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vladimir Farina é o novo prefeito de Barão de Cotegipe

Prefeito Vladimir Farina (PP) e o vice Joni Giacomel (PTB) vencem eleições em Barão de Cotegipe (Foto- Divulgação)


O ex-prefeito Vladimir Farina (PP), que governou o município por dois mandatos (2005-2008 e 2009-2012), obteve 57,59% (2.845) dos votos válidos, vencendo por diferença de 750 sufrágios o atual gestor, Fernando Balbinot (PT), que recebeu 42,41% (2.095) dos votos.

Para Farina, a vitória é um reconhecimento ao trabalho realizado nos mandatos anteriores e também uma resposta a uma forma diferente de fazer política. “Visitamos 99% das famílias. Fizemos uma campanha propositiva e promovendo a cultura da paz, sem bandeiras, sem adesivos, sem gastos. Em cada conversa sentimos o apoio e o calor humano da população de diferentes partidos, que nos acolheu com muito carinho em suas casas. Penso que essa conquista é um reconhecimento a nossa maneira de trabalhar colocada em prática em gestões anteriores, sempre governando para todos”, declarou o prefeito eleito, que apostava na vitória, mas não imaginava que seria por tamanha diferença.

Entre as preocupações de Farina está atender, com excelência e por meio dos serviços oferecidos, as demandas da população, que registrou aumento significativo no município, que assim como as demais cidades brasileiras, sofre com a queda na arrecadação e redução no repasse de valores do Estado e da União. “Os últimos anos têm sido de turbulência, mas temos um comércio muito bom e uma agricultura forte”, avalia.

Para fazer frente aos futuros desafios, ele já tem a receita. “Vamos adotar a mesma fórmula da campanha e fazer mais com menos, mudando o sistema de administrar o município, que deve ter orçamento, aproximado, de R$ 18 milhões em 2017. Com pulso firme vamos economizar onde for preciso, ajudar as empresas e fortalecer a agricultura para devolver à população a confiança depositada nas urnas em fora de saúde, educação, emprego e renda. Nossa comunidade é trabalhadora e honrada e merece nosso respeito e carinho”, assegura, agradecendo o apoio da população e também da família em mais este desafio.

Farina também já foi vereador pelo PP no período de 1993 a 1996 e esteve à frente da Amau – Associação de Municípios do Alto Uruguai nos últimos seis meses de 2012.


Resultado
Vladimir Farina (PP) - 2.845 votos (57,59%)
Fernando Balbinot (PT) - 2.095 votos (42,41%)
Total de eleitores aptos - 5.173
Total de votos válidos - 4.940 (95,50%)
Brancos - 83 (1,60%)
Nulos - 150 (2,90%)
Abstenções - 535 (9,37%)

Texto: JBV Online


Eleições 2016: vereadores eleitos em Barão de Cotegipe


Vereadores de Barão de Cotegipe - RS

APURAÇÃO
100%

Candidatos / Vereadores Eleitos de Barão de Cotegipe

Vagas para Vereador: 9
Joao Carlos Dassoler 11111
ELEITO
6.09%
302 VOTOS
Zaqueu Picoli (Pipo) 45666
ELEITO
5.77%
286 VOTOS
Floriano Ternes 13613
ELEITO
5.61%
278 VOTOS
Rodrigo Colet 11670
ELEITO
4.84%
240 VOTOS
Trombeta 14000
ELEITO
4.23%
210 VOTOS
André Gasparini 13000
ELEITO
4.07%
202 VOTOS
Djoni Kreczynski 40321
ELEITO
4.01%
199 VOTOS
Luiz Eduardo Giacomel 12345
ELEITO
3.87%
192 VOTOS
Adelir José Sartori 15015
ELEITO
3.43%
170 VOTOS

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