terça-feira, 17 de março de 2015

Familia Mazzarolo realiza segundo encontro em Erechim

A família Mazzarolo, com variação para o sobrenome Massarolo, que descende dos imigrantes italianos Marco Mazzarollo e Giuseppina Dal’Bello, se reunirá para o segundo encontro do clã nos dias 1 e 2 de maio, no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Erechim (RS). O primeiro e animado encontro foi realizado em 15 e 16 de novembro de 2013, na cidade de Veranópolis. Os organizadores prometem repetir a dose com muita alegria e a participação do maior número de parentes. 

Veja abaixo a programação completa do evento, bem como locais de hospedagem. E boa festa a todos.




segunda-feira, 16 de março de 2015

Latidos na madrugada


Os latidos insistentes da Cora, uma vira-lata recém-mamãe de cinco filhotes, me acordaram na última madrugada. É difícil ela latir desta forma, somente quando algo excepcional está acontecendo, ao contrário do vovô, outro vira-lata que recolhemos da rua, que late até para as moscas.

Os latidos vinham do quintal perto do nosso quarto. Levantei, peguei a lanterna, acendi as luzes externas e fui checar o que era. Ladrão sabia que não tinha, pois o latido dela seria diferente. Abri a porta da cozinha e a Cora veio correndo me chamar. Me levou até um velho pé de goiaba, com mais de 30 anos, onde olhava para o alto e insistia em latir. Às vezes dava saltos contra o tronco na tentativa de escalar a árvore, sem sucesso.

Mirei o facho da lanterna nos galhos imaginando que ali teria um gato, pois na vizinhança são muitos e gostam de ficar andando pelos telhados. Mas estava difícil de encontrar algo entre as folhas verdes. Fui examinando galho por galho enquanto a Cora insistia nos latidos.

Foi então que vi, lá no alto, praticamente na copa da goiabeira, em meio às folhas verdes, um sujeitinho muito malandro se deliciando com as goiabas e não dando a menor bola para os latidos da cachorra. Com as duas patinhas dianteiras, o gambá segurava a goiaba enquanto metia dos dentinhos.

No começo até pensei que fosse um sagui, pois só conseguia ver um focinho branco, com as orelhas empinados, mas logo ele, ou ela, não sei, se virou e ficou olhando pra mim, com os olhos brilhando pela luz da lanterna, sem parar de comer a goiaba, sem se importar comigo ou com a Cora.

Achei uma graça. Chamei, minha mulher, Chris, que também tinha acordado com os latidos, para ver a cena. Ela veio e o gambá continuou se deliciando com a goiaba.
A cena lembrou meu pai, que acordava na madrugada e com um velho lampião na mão saía para o quintal espantar as raposas que insistiam em devorar as uvas fresquinhas do parreiral.

Para ele, era sinônimo de prejuízo, pois elas eram vendidas. No dia seguinte, ele armava engenhosas arapucas e quase sempre amanhecia com uma raposa apanhada. O que fazia com os bichinhos eu não sei, mas ele tinha um amigo que apreciava muito carne exótica.

Eu e minha mulher ficamos apreciando um pouco o gambá se deliciar com as goiabas, que aliás, estão bastante bichadas. A noite estava linda, céu claro e estrelado, banhado pela luz da lua cheia. Apaguei a lanterna e ficamos contemplando por alguns minutos aquela noite poética.

A Cora também sossegou, parou de latir e foi dormir com seus filhotes. Nós, fechamos a porta da cozinha e voltamos para o quarto.
 
Boa noite.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vida de Criança

Publicado no jornal CORREIO POPULAR

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/10/colunistas/jorge_massarolo/214118-vida-de-crianca.html

A praça, que deveria estar com a grama verdinha, está seca, mas isso não impede que toda manhã, faça sol ou chuva (ops), eles estejam lá correndo, gritando, suando aos cântaros, com a poeira grudada no rosto e nas pernas, correndo atrás de uma bola velha, meio murcha. A partida só termina perto do meio-dia, hora limite para tomar um banho rápido, almoçar e ir para a escola.
 
E quando o futebol cansa, o que é quase raro, eles pegam suas bikes e correm pelas ruas de terra da vila, levantando poeira, caindo, fugindo de cachorros e dando muitas risadas. E quando cansam das bicicletas e do futebol, pulam a cerca de arame farpado e invadem a fazenda para brincar em uma figueira gigantesca. Lá no alto da árvore montaram uma casinha de madeira, ou algo parecido. Quando cansam da árvore, mais ousados, provocam as vacas que pastam tranquilamente, até que elas se rebelam e botam eles pra pular a cerca num salto só. São moleques, no bom sentido da vida. Ainda bem.
 
E como toda turma, a deles também tem o líder, o briguento, o respeitador das regras, o birrento, e o “está tudo bem”. Volta e meia rola umas desavenças e a mãe de um ou de outro é xingada. Logo a raiva passa e tudo se acerta no futebol. Já causaram confusão com a vizinhança e levaram puxão de orelha, metaforicamente falando.
 
Da janela da minha casa todos os dias observo a diversão sadia desse bando de crianças que ignora — não por completo — o sedentarismo da tecnologia. Claro, eles têm Facebook e os mais velhos, celular, mas isso não tira a vontade de correr ao sol, de ser criança. Obviamente, o videogame também faz parte das brincadeiras, mas tem horário pra isso. Música eles adoram, principalmente funk. O tronco gigantesco de uma árvore no canto da praça, que seria transformado em totem por um escultor, é onde se encontram para traçar as aventuras do dia ou então para simplesmente conversar.
 
Toda quarta-feira pela manhã eles têm um compromisso divertido. Logo cedinho a Joana ou o Yvens, da Família Burg, passam pela vila e levam a turminha para ter aula de circo no Casarão de Barão. Uma excelente iniciativa e mais uma atividade sadia para as crianças.
 
Enzo, Erik, Eric Mendes, Paulinho, Chico e a pequena Sabrina, a única menina, formam a turminha da vila. Aliás, Sabrina é um caso à parte, esperta, inteligente, joga bola com os moleques e encara todas as brincadeiras. Vez ou outra, aparecem amigos convidados, como Gianluca, Matheus, Enrico, Danilo, Gabriel, Luis Filipe,
Luzia e os irmãos apelidados de Beconas — ainda não descobri o porquê do apelido.
 
Amanhã é o Dia das Crianças, e nada mais justo que homenagear esse grupinho que ainda mantém o espírito de criança, apesar de alguns já serem adolescentes.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Candidato do PMDB ao governo do RS vence por margem apertada em Cotegipe

Seguindo a mesma tendência dos municípios do Alto Uruguai, os eleitores cotegipenses elegeram em primeiro lugar o candidato do PMDB José Ivo Sartori, que ficou com 36,50% dos votos. A vantagem sobre o candidato petista Tarso Genro foi pequena, de 114 votos (2,8%). 

A decisão agora fica para o segundo turno. Os dois candidatos terão que brigar pelos votos da candidata Ana Amélia Lemos (PP), que ficou em terceiro lugar, em Cotegipe, com 1.179 votos.
A cidade também teve um alto índice de votos em branco (344) e nulos (238). Esses votos são superiores aos destinados aos candidatos Vieira da Cunha (56), Roberto Robaina (7), Estivalete (3) e Humberto Carvalho (0).

Presidente
O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) também obteve a maioria dos votos dos cotegipenses 53,62%, seguido de Dilma (PT), com 39,88%, Marina  (PSB) 4,77% e Luciana Genro (PSOL) 0,69%. A preferência por Aécio contraria a votação no Estado, que elegeu Dilma em primeiro lugar. O fato preocupante é que o candidato Levy Fidelix recebeu 14 votos (0,32%).


Veja os quadros abaixo

CANDIDATOSVOTOS, EM%VOTOS VÁLIDOS
Aécio Neves
PSDB
53,62%
2.326
Dilma
PT
39,88%
1.730
Marina Silva
PSB
4,77%
207
Luciana Genro
PSOL
0,69%
30




Candidato a governador




CANDIDATOSVOTOS, EM%VOTOS VÁLIDOS
José Ivo Sartori
PMDB
36,50%
1.529
Tarso Genro
PT
33,78%
1.415
Ana Amelia Lemos
PP
28,15%
1.179
Vieira Da Cunha
PDT
1,34%
56
Roberto Robaina
PSOL
0,17%
7
Estivalete
PRTB
0,07%
3
Humberto Carvalho
PCB
0,01%
0
BRANCOS
344
NULOS
238

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Empresa de cotegipense lidera setor de abastecimento de frigobar hoteleiro no país



Adinei Botjuk, diretor da
empresa Anserve
É quase que automático. Quando você se hospeda em um hotel uma das primeiras coisas é abrir o frigobar para ver se a cerveja, suco ou refrigerante estão lá esperando para serem consumidos. E se você consumir algum desses produtos, no dia seguinte seu frigobar estará novamente abastecido. O que poucos sabem é que está por trás desse sistema eficaz de abastecimento é o cotegipense Adinei Botjuk. 

Adinei é fundador e proprietário da Anserve, atualmente a maior empresa do mercado brasileiro especializada na administração de frigobares em apartamentos hoteleiros. A Anserve é responsável por abastecer os frigo­bares de 31 mil apartamentos em 223 hotéis distribuídos por 16 estados brasileiros, fornecendo todos os produtos, matérias e funcionários que diariamente fazem a reposição nos apartamentos. São 530 funcionários que trabalham na empresa.

A história de Adinei é interessante. Filho de dona Emília, antiga governanta da canônica de Cotegipe, estudou no Colégio Cristo Rei de 1974 a 1976 e o segundo grau no grupo, que era extensão do Escola Professor Mantovani, de 1977 a 1979. Saiu de Cotegipe em 1984 para trabalhar na Caixa Econômica Federal em Erechim. Em 1987, foi transferido para São Paulo. Em 2002, saiu do banco no plano de demissão voluntária e abriu a Anserve.

Doze anos depois, a empresa é uma potência reconhecida no sistema hoteleiro do País. O crescimento anual tem sido superior ao esperado até pelo próprio Adinei. A expansão contínua é consequência do bom trabalho desempenhado pela Anserve na rede hoteleira e pelo crescimento da rede hoteleira no país.

O segredo da Anserve está na prestação dos serviços. “Ao contratar os serviços Anserve, o hotel economiza com a seleção, contratação, outorga de benefícios e treinamento de funcionários, inclusive o recolhimento de encargos e impostos. Quanto aos produtos, o hotel deixa de ter que assumir eventuais perdas provenientes da expiração da validade ou do não pagamento no check-out, pois assumimos estas perdas. Na área de compras, há a redução das despesas com reposição e compras de diversos itens”, explica Adinei. 

Entre seus clientes estão redes importantes com a Accor, Atlantica, Golden Park, Blue Tree, Amazonas Palace Hotel, Balneário Hotel, Sheraton Curitiba, Arpoador Inn, Ipanema Inn, Othon – Rio Othon Palace, Royalty Hotel Barra, Transamerica Barra da Tijuca, Castelmar, Plaza Caldas da Imperatriz, Melia e Monreale.

E no final da conversa com Adinei, com quem estudei no Cristo Rei, perguntei qual era a origem da palavra Anserve, e ele explicou. “A de Adinei e N de Neiva, minha esposa”.
Sucesso.

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