segunda-feira, 7 de abril de 2014

Inho Tussi lança livro durante evento cultural na Expo Barão 2014

O velho amigo Moacir Antonio Tussi, mais
conhecido como Inho, durante o lançamento do seu livro
"Saudades"
O velho amigo Inho Tussi lançou, durante a Expo Barão 2014, o livro “Saudades”.Na obra, ele fala dos amores não correspondidos na juventude, das saudades e das experiências vividas ao longo da vida. Um trecho da obra fala em: “Palavras que só o amor soube escrever, a lua era dos namorados e nela eles se beijavam. O tempo em que os homens mandavam flores e que a saudade era a melhor companheira para recordar”. 

Na ocasião, a Secretária de Educação Municipal Silvia De Ré, falou da importância de incentivar a leitura e a prática da escrita. “É uma obra extraordinária que tive a oportunidade de ler. Uma leitura leve e cheia de sentimentos. Que este trabalho sirva de exemplo aos jovens e que eles adquiram o gosto pela leitura, e também da escrita”, ressaltou a secretaria.  Após o lançamento, o escritor deu autógrafos.


O Coral Baronense durante apresentação na Expo Barão


Texto e fotos do site da Prefeitura de Barão de Cotegipe

terça-feira, 18 de março de 2014

Cotegipe realiza a Expo Barão 2014 em abril

A rainha e as princesas de Barão de Cotegipe


Uma boa oportunidade para quem quer visitar Cotegipe é a Expo Barão 2014, que acontece de 3 a 6 de abril, no pátio da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário. Mais de 140 expositores das áreas do comércio, indústria, serviço, agroindústria e agronegócios, participarão do evento, além de ser mostrado o potencial gastronômico do município. A grande feira também vai contar com apresentações artísticas, área de recreação infantil e mega shows.

A programação inicia com a Abertura Oficial dos estandes, marcada para o dia 3, às 20h e, em seguida os shows com Banda Karisma e Os Quatro Gaudérios. No dia 4, às 9h tem a apresentação da peça teatral O Gigante Egoísta, e às 22h, a banda Os Filhos da Neiva e o mega show com Reação em Cadeia. Para o sábado, dia 5, 22h, está confirmado o grande show com Rick e Renner. A Expo Barão encerra no domingo, às 18h, com o artista campeiro Joca Martins e a dupla sertaneja Cássio Henrique e Rafael.

O acesso ao parque de exposições é gratuito, porém, para os shows estão sendo comercializados ingresso individual ou passaporte. Na quinta-feira, a entrada para os shows é gratuita. O ingresso para os shows do Rick e Renner e Reação em Cadeia custa R$ 20,00 (cada) e para o Joca Martins é R$ 10,00. 

O passaporte para todos os shows custa R$ 35,00. Os ingressos podem ser adquiridos junto aos patrocinadores, no CDL ou na Prefeitura de Barão de Cotegipe.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Pensamento mágico

A maioria já esqueceu, mas o mundo estava programado para acabar há exatamente um ano, no dia 21 de dezembro de 2012, segundo interpretações feitas sobre o calendário Maia. Bem, se eu escrevi esse artigo e você está lendo, é porque o mundo não acabou. Qualquer dúvida, é só beliscar a esposa. E se você estocou comida, água e outras coisas no porão, tá na hora de fazer uma boa ação de Natal e doar para as pessoas carentes. Por enquanto não há previsão de que o mundo acabe.

Mas ao contrário do que foi apregoado no ano passado, o dia de hoje comemora a chegada do nosso tão aguardado Verão. Oficialmente ele começa às 15h11 e vai durar 88 dias, 23 horas e 46 minutos, segundo o astrônomo Nelson Travnik. Maravilha. Travnik informa também que hoje será o dia mais longo do ano (13h35) e, consequentemente a noite mais curta (10h25). Outra informação curiosa do astrônomo é que hoje o Sol estará praticamente ‘a pino’ por volta das 13h04 nesta região. Próximo à cidade de Atibaia, onde passa o Trópico de Capricórnio, os objetos não projetarão sombra às 13h04. Faça o teste. Coloque uma garrafa de cerveja (vazia, é claro, afinal hoje é sábado) e observe se ela fará sombra.

O Verão começa praticamente junto com o Natal. Vem com muito calor e a inevitável chuva. Não sei como o Papai Noel aguenta usar aquela roupa de Inverno. Deve suar pra caramba. Coitada da Mamãe Noel. Já imaginou o Papai Noel de short, sandália, camisa colorida aberta no peito, óculos escuros e boné de sorveteiro? Seria o nosso Papai Noel praieiro.

Falando sério, a verdade é que chegamos à época mais bonita do ano. É um período de festas, fortes emoções, reencontros, trocas, e de muita alegria. Não dá para ficar insensível. O Natal é o reflexo da alegria no rosto da criança com seu brinquedo novo. É o ritual de desejar felicidades a todos, sair na rua com um sorriso para uma pessoa que você nunca viu. Quer você queira ou não, é Natal. Muitos não gostam e fazem de tudo para fugir dele, mas acho que é impossível. Bem, eu nunca tentei. 

Então se renda. Aproveite, seja uma criança e entre no espírito natalino. Brinque, espere com ansiedade o presente, mesmo que seja um par de meias. Presenteie quem menos espera que você faça isso. Vai fazer muito bem a todos que te cercam. Você certamente vai dizer que está velho para isso. Será? Acredito que o espírito natalino não envelhece, talvez perca um pouco o brilho. Isso é fácil de resolver. De uma polida nele. 

Talvez as lembranças da infância não tenham sido aquelas coisas. Acontece. Ao invés da minha bicicleta Calói, veio um carrinho de plástico. Aliás, um presente que me marcou foi uma camionete verde, de plástico, que ganhei do meu padrinho. Um brinquedo simples, que garantiu muitos dias de alegria na estradinha de terra feita no quintal, como se fosse um carro de verdade. Pura imaginação. Aliás, isso é fundamental. O espírito está aí dentro de você. É só dar um polida nele e ter um excelente Feliz Natal. Boas Festas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A vida é bela

Ontem à tarde fui na reunião de pais da escola do meu filho Enzo, de 10 anos. Enquanto a professora Ana Paula contava o quanto ele tinha superado obstáculos durante o ano, meus olhos começaram a ficar marejados. De repente, o acumulado de um ano estava involuntariamente saltando pelos olhos. Foi um ano difícil. Logo no começo de 2013 descobrimos que minha mulher era portadora do maligno vírus da hepatite C, mais uma doença silenciosa que só se manifesta em estado avançado. Foi um choque para a família. Provavelmente a contaminação tenha ocorrido em uma transfusão de sangue feita ainda na adolescência. Desde então, o vírus veio silenciosamente minando seu fígado.


A descoberta da doença mudou completamente a rotina da família. O tratamento, com doses diárias de ribavirina, injeções semanais de interferon – que entre outros males causaram anemia profunda, neutropenia e mais uma série de doenças oportunistas -, e muitas vezes de eritropoetina e filgastrina -, é cavalar. É difícil o organismo resistir a tanto sofrimento. Por várias vezes vi minha mulher desfalecer nas minhas mãos. Uma situação desesperadora para mim e nossos filhos. Muitas vezes o Enzo chorou na escola pensando que a mãe fosse morrer. Mas depois se recompunha e, segundo a professora, cumpria todos seus deveres. Um grande herói.


E a Carolina? Além de estudar para o vestibular no final do ano, tinha que segurar as pontas da casa, cuidar do irmão pequeno e zelar pela saúde da mãe. Não foi nada fácil para ela conciliar tudo isso, mas mesmo assim conseguiu passar pela nota de corte da USP. E a Verônica, fazendo faculdade em Bauru, estagiando e tocando projetos de extensão universitária, telefonava todos os dias para saber como a mãe estava, com uma ponta de dor no coração. Sempre que podia, vinha para casa dar seu carinho e atenção. E o Daniel, que largava seu trabalho para pegar o Enzo na escola e depois fazer um revigorante jantar para a mãe. Todo dia estava ali, presente no que fosse possível.

Obviamente tivemos muitos momentos de estresse, desgaste, medo e sofrimento. Várias vezes saímos às pressas para internar a Chris. Também foi possível perceber a ignorância em relação à doença. Muitos “amigos” se afastaram com medo de serem contaminados. Não os culpo. São poucas as informações sobre a hepatite C. O próprio governo não se esforça em esclarecer a doença, que afeta 1,5 milhão de pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde. Da infecção até a fase da cirrose hepática pode levar de 20 a 30 anos, em média, sem nenhum sintoma. Esse é o perigo. Geralmente se descobre a hepatite quando é tarde demais.

Quem tem feito um bom trabalho de orientação e divulgação são associações e sociedades de portadores da hepatite C. Este ano, a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) alertou que nascidos entre 1945 e 1965 devem procurar uma unidade básica de saúde e fazer um teste de hepatite C. O alerta foi lançado primeiro nos Estados Unidos, após a constatação de que essas pessoas têm cinco vezes mais riscos de estarem contaminadas. A explicação é que tal geração cresceu numa época em que era comum o uso de seringas de vidro e transfusões de sangue não testados para a hepatite C, só descoberta em 1989.

Enfim, há 15 dias o Enzo chegou na escola e contou feliz que a mãe tinha terminado o tratamento. O fim de um ciclo se fechava. Um alívio para todos nós e, claro, principalmente para a mãe e esposa Chris. O primeiro exame, realizado logo em seguida, mostrou que o vírus da hepatite C tinha sido eliminado do organismo. Mas é apenas uma batalha vencida. A verdadeira derrota do invasor só será confirmada daqui a seis meses, quando o organismo eliminar toda a medicação injetada e o vírus estiver completamente desaparecido. Mas estamos todos confiantes de que ele não vai resistir à força de vontade da Chris de voltar a ficar plenamente saudável. E a família toda está unida contra ele.

PS: Essa vitória foi possível graças aos cuidados da dra. Monica Jacques de Moraes, e das equipes do posto de saúde de Barão Geraldo e da unidade do laboratório Franceschi na Unicamp.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A casa

A imagem é sempre a mesma. A casa de madeira, pintada de verde claro, com uma pequena varanda na frente, se destaca no céu azul de um dia claro. Ao lado, uma árvore com folhas verde. Na janela aberta, o vento faz a cortina branca chacoalhar levemente para fora. E ela está ali, olhando serenamente, com um leve sorriso nos lábios. É uma senhora, com poucos cabelos, pele branca marcada pela idade, e óculos.

A imagem, volta e meia aparece no sonho. É bom vê-la na janela. Ela não precisa falar nada. Seu sorriso e olhar traduzem seu pensamento. Passam carinho, paz, confiança e um estímulo à vida. Abaixo dela, em frente à casa, um pequeno jardim com rosas, hortênsias, margaridas e copos de leite, são contornados por uma grama verde. O telhado, em forma de pirâmide, fixa a casa ao chão.

Um cachorro malhado, perdigueiro, entra lentamente neste quadro. Observa a senhora, deita na grama, se encolhe e dorme à sombra da casa. O sol está no Oeste, próximo de se esconder atrás da montanha coberta pelo verde da mata virgem.

Um jardim com diversas plantas acompanha toda a lateral direita, até chegar aos fundos da casa. Ali, um extenso parreiral cobre todo o quintal, formando uma nobre e fresca cobertura para as cadeiras que ali esperam. Em uma delas está um senhor, com óculos, chapéu de palha e bigode branco. Ele sorve lentamente seu chimarrão. Deitado aos seus pés, está o mesmo cachorro.

Pouco acima de sua cabeça, centenas de cachos de uva preta, branca e rose afloram pendurados por um pequeno cabo verde ao ramo da parreira. Abelhas aproveitam para sugar o néctar dos grãos que já passaram do ponto de maturação. Ouve-se apenas o zunido delas sobrevoando o quintal.

O parreiral continua e contorna agora o lado esquerdo da casa. 
Não vai até o fim, apenas até a metade da casa. Ali estão cachos de uva branca, com mais abelhas. Um pé de romã (também chamado por eles de pão grana), cultivado para comemorar a passagem de ano, completa o circuito. No canto, há ainda um pé de cinamomo, onde um garoto empoleirado em seu galhos, brinca de jogar as bolinhas amarelas.


Volto para frente da casa, olho para a janela e agora estão os dois lá, ele e ela, sorrindo. A casa parece levitar e tudo em sua volta brilha. As cores ganham mais vida. Os dois entrelaçam os braços e sorriem. Então acordo, com a certeza de já ter vivido aquele instante. Um novo dia começa e o sonho deixa tudo mais leve. O bom é saber que ele voltará. Com a janela aberta, a cortina, o sorriso...

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