terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Justiça afasta prefeito de Barra dos Bugres envolvido na "Operação Saúde"





A juíza Tatiane Colombo, de Tangará da Serra, determinou o afastamento do prefeito de Barra dos Bugres, Wilson Francelino de Oliveira (PDT), a pedido do Ministério Público Estadual. Francelino é acusado de desvio de dinheiro da saúde. O afastamento está ligado a “Operação Saúde”, realizada em maio deste ano, quando foram presas quatro pessoas na cidade, inclusive o diretor do Hospital Municipal,  Rodrigo Salmazo Martins,  e o secretário de Administração e Finanças, Iandro Rodrigo Monteiro Almicci.


O prefeito Francelino de Oliveira foi notificado do afastamento do cargo ainda no final da tarde de segunda-feira, 19. Assessores, no entanto, fizeram questão de destacar que o nome do prefeito não apareceu no inquérito da Polícia Federal que apurou o esquema envolvendo medicamentos que eram destinados a população mais pobre. O vice-prefeito, que será empossado no cargo, Laércio Norberto Junior (PMN), o Júnior Chaveiro, baixou uma portaria proibindo os servidores de comentar o caso.

As investigações foram concentradas na fraude a licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e formação de quadrilha. Os investigados atuavam no desvio de verbas públicas federais destinadas pelo Governo Federal a compra de medicamentos por prefeituras municipais para distribuição entre a população.  As investigações tiveram início em outubro de 2009.

O esquema de fraude era ligado a uma rede que distribuia medicamentos com sede no Rio Grande do Sul, a Sulmedi. Inicialmente a Polícia Federal constatou a movimentação de R$ 40 milhões, naquele ano, e de R$ 70 milhões, em verbas federais, em 2010, para apenas um dos três grupos investigados. As aquisições eram superfaturadas.  O esquema incluía o pagamento de propinas ou oferecimento de vantagens.

Segundo a Promotoria, a  propina era paga em dinheiro ou mediante depósitos bancários, sendo que em várias situações as ligações interceptadas evidenciaram o fornecimento de número de contas bancárias. Já o oferecimento de vantagens se dava por meio de patrocínio de festas de final de ano, churrascos e distribuição de brindes

Na época, em Barra do Buges, foram também presos José Wilson Pereira Lage “Maizena”, coordenador de Licitações da Prefeitura; e,  Germano Modesto Cagnoni, farmacêutico da Atenção Básica.
Na ação do MPE, além dos gestores e servidores, também foram citados no esquema os empresários Cássio Filipetto e Dalci Filipetto, representantes da Sulmedi Comércio de Produtos Hospitalares Ltda, e os funcionários Fabrício Morgan e Franciel Luis Bonet.

Fonte: Edilson Almeida
Redação 24 Horas News

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