quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A história de Barão do Cotegipe

Os trechos abaixo foram retirados do livro “O Grande Erechim e sua história”, escrito pelo professor Antonio Ducatti Neto. Vale a pena conhecer ler, ainda mais que no próximo dia 23 de janeiro Cotegipe completa seu 45º aniversário de emancipação.




“A emancipação política do distrito de Barão do Cotegipe não foi tarefa fácil, pois a sua proximidade de Erechim sempre foi um entrave para o desenvolvimento da localidade, inclusive para sua emancipação.


Distando apenas a uns doze quilômetros da sede do Município, Cotegipe era considerado quase como um bairro de Erechim. Finalmente, depois de uma longa espera de 25 anos e muita luta, o distrito conseguiu sua emancipação e, pela lei nº 4.737 de 1º de junho de
1964, foi criado o município de Barão de Cotegipe, com as seguintes confrontações; ao norte, com Itatiba do Sul; ao oeste, com Erechim; ao sul, com Jacutinga e Erechim; e a oeste, com Jacutinga e São Valentim. Data da instalação do município: 23 de janeiro de 1965.”


Assistência médica e hospitalar.


“Nos primeiros anos da colonização, quando alguém adoecia, tentava primeiro debelar a doença com ervas e chás caseiros, mas em casos mais graves, o morador do povoado de Floresta tinha que procurar assistência médica em Boa Vista ou no antigo Erechim (hoje Getúlio Vargas). Mas, lá pelo ano de 1913, chegou a Floresta um senhor de nacionalidade alemã de nome Antônio Dahmer que foi, sem dúvida, o primeiro médico (ou curandeiro) da localidade. E na falta de um bom médico formado, prestou bons serviços à comunidade, atendendo a todos os que o procuravam, receitando remédios, curando ferimentos e aplicando injeções. Era também um excelente fotógrafo e pintor de quadros. Gostava também dos animais e possuía, além de um viveiro de pássaros, alguns bichos, como macaco, etc.”


“Já avançado em anos, (Antônio) casou-se com uma moça de sobrenome Karpinski, com a qual teve uma filha, Angia K. Dahmer, hoje casada e reside em Cotegipe.”


“Outro aspecto que desejo salientar: naqueles tempos as mulheres não procuravam as maternidades para terem seus filhos. Eram atendidas a domicílio por parteiras profissionais, naturalmente práticas. Na Floresta havia duas:


- MARIETA SCARATTI, que atendia de preferência as mulheres de origem italianas e


- WANDA WIECZORKOWSKA, viúva, cuja clientela era constituída, em sua maioria, de parturientes polonesas.


Dona Wanda era também “sortista” e tirava a sorte das clientes por meio de um baralho especial. Era muito procurada por moças e rapazes que pretendiam se casar. Sua clientela, seja como parteira ou como astróloga, era muito grande. Quanto a Dona Marieta podemos dizer que era uma parteira com muita prática e por isso também muito procurada.”


“O Sr. Stefano Conta, é de justiça salientar, durante o tempo que permaneceu em Floresta, foi um batalhador incansável em prol do progresso do povoado. Grande amigo do autor destas linhas e também do Padre Pollom, interessou-se pela construção do Hospital (o primeiro na localidade) que foi inaugurado festivamente lá pelo ano de 1936.”


“Depois de sua inauguração o hospital São Vicente de Paulo estava pronto para o seu funcionamento. Para isso, o Padre Pollom mandou vir um médico de Porto Alegre, o Dr. Maurício Steimbruck. Permaneceu pouco tempo.”


Assistência Espiritual.


“A Velha Igreja Matriz de madeira, foi substituída por um magnífico templo de alvenaria ladeado por duas torres de cerca de trinta metros de altura. Esta igreja, inicialmente dedicada a Santo Antônio, foi consagrada, por sugestões do Padre Pollom, a Nossa Senhora do Rosário. A outra igreja dissidente, cujo ritual é igual ao da igreja católica romana, também funciona em prédio novo, à Rua 21 de Abril.”


“Sob a denominação de Igreja Antiga Católica iniciou suas atividades na década de 30, sendo seu primeiro Vigário o Rdo. Martim Kuszel. Seus sucessores foram: o Rdo. Piotrowicz, depois voltou novamente o Padre Kuszel e nos últimos anos (depois do falecimento do padre Kuszel) estiveram dirigindo a paróquias Padres Szotmiler Jerzy, depois Jan Simajkiel e a partir de 1978, o padre Ceslaw Polak.”


“A Igreja Antiga Católica era separada de Roma, mas o ecumenismo veio aproximando-a paulatinamente da Igreja Católica Romana e, ultimamente, reconhecia como mais alta autoridade dirigente da Igreja, nos direitos morais, de fé e disciplina o Santo Padre o Papa, estando a parte administrativa e econômica no Brasil a cargo do arcebispo Bronislaw Wojdyla, do Centro da Igreja Católica Polonesa, cuja sede está em Chicago, USA.”


Fonte: O relato acima foi extraído do livro: “O Grande Erechim e sua história” , de Antonio Ducatti Neto.



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