Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

A Escola Cristo Rei

O trecho a seguir foi tirado da pesquisa feita pela Bacharel em História Gleice Tussi. Aliás, o trabalho da Gleice é muito importante para entender a história de Cotegipe. “No ano de 1934, por solicitação realizada pelo Cônego Pollom, chegam ao Povoado de Floresta três irmãs da Congregação Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo: Irena Jadwiga Miketta, Joanna Lukwinska e Paulina Czelusniak que instalando-se em área doada pelo Estado, iniciam a criação da nova escola particular do Povoado de Floresta denominada Escola Cristo Rei . O prédio que vemos na foto abrigou a escola particular e foi construído no ano de 1934, nas proximidades da igreja, na atual rua Cônego Pollom”. Fonte: PALMA, Dolfina Teresinha. Histórico do Município de Barão de Cotegipe, 1979.

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O Selvagem som

Esta é da pesada, ou melhor, rock da pesada. Cotegipe já teve banda de rock, sim. Perguntem pro Eco Paz ou pro Armando Leszcinski. Além deles, o Marcos Longo e o Jair Demski fizeram a alegria de uma geração. Era um barato, imagine, vinham na rabeira dos anos 60, de muito rock e um visual totalmente diferente, com calças pantalonas (ou boca de sino). Lembro dos bailes no antigo Clube Internacional embalados pela banda. Claro, eles não podiam tocar só rock porque senão não toavam em lugar nenhum, então tocavam um pouco de tudo, vanerão, sertaneja, etc. Foi uma boa época muito boa. Posso estar enganado, mas a música de abertura da banda era do The Venture, um banda de rock americana que fez muito sucesso em trilha sonora de filmes como Hawai 5.0. E tinha mais gente na banda...

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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Do alto

Pra quem tá longe, a dica é entrar no Google Earth e visitar do alto a nossa terrinha.

Já teve mais mato por lá. Aliás, seu primeiro nome foi Floresta, e depois virou Barão de Cotegipe.

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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Para descontrair...

REMORSO DE GAÚCHO.. Um gaúcho entra na delegacia de polícia em Uruguaiana e dirige-se ao delegado: - Vim entregar-me, cometi um crime e desde então não consigo viver em paz. - Meu senhor, as leis aqui são muito severas e são cumpridas e se o senhoré mesmo culpado não haverá apelação nem dor de consciência que o livreda cadeia. - Atropelei um argentino na estrada BR-472, perto de Itaqui. - Ora meu amigo, como o senhor pode se culpar se estes argentinos atravessam as ruas e as estradas a todo o momento? - Mas ele estava no acostamento. - Se estava no acostamento é porque queria atravessar, se não fosse o senhor seria outro qualquer. - Mas não tive nem a hombridade de avisar a família daquele homem, sou um crápula! - Meu amigo, se o senhor tivesse avisado haveria manifestação, repudio popular, passeata,repressão, pancadaria e morreria muito mais gente, acho o senhor um pacifista, merece uma estátua. - Eu enterrei o pobre homem ali mesmo, na beira da estrada. - O senhor é um grande humanista, enterrar um argentino, é um benfeitor, outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubus e outros animais, provavelmente até hienas. - Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava : Estoy vivo, estoy vivo! - Garanto que era mentira dele, esses argentinos mentem muito!!!!

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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Igreja Ortodoxa Russa

Lembram dessa igreja??? Imagino que não... No entanto, é mais uma das preciosidades históricas de Cotegipe.
É um raro exemplar de Igreja Ortodoxa Russa. Ela ficava na avenida central, cravado no moro bem em frente onde hoje é a rodoviária. De acordo com os registros, ela foi fundada em 1932 por imigrantes russos e inaugurada em 1933. Funcionou até 1955, sendo aos poucos abandonada pelos famílias russas, até ser demolida. Parece-me que era a única no estilo em toda a região do Alto Uruguai. Quanto aos imigrantes russos lembro do padre "Kuche" (ou será que ele era polonês??), que morava em uma casa cheia de gatos ao lado de onde hoje está a igreja polonesa. Ele dava aulas de datilografia. Foi ali que aprendi a datilografar usando os dez dedos. Quem diria...

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Sábado, 5 de Julho de 2008

Pinhões e bergamotas

Lá vem o frio, com suas manias, dores, flores e cores. E com ele algumas frutas de época como o pinhão, a laranja e a bergamota. Nada mais gostoso do que reunir a família e os amigos ao redor do fogão a lenha e comer pinhão na chapa ou na panela. Nada melhor do que, num dia frio, sentar ao sol e saborear umas bergamotas. Quem da nossa geração não subiu numa bergamoteira para saciar a sede? Tudo bem, talvez um ou outro não tenha tido o prazer desta aventura. Hoje é muito mais prático “colher” a fruta no mercadinho do que arranhar a pele nos espinhos da planta Bem, sou do tempo em que os carroceiros paravam em frente à ferraria do meu pai para vender bergamotas por unidade. Sim, nada de quilo. Você podia comprar 50 ou 100 bergamotas. O cesto de vime ficava ali, de prontidão para ser cheio da fruta amarela. Nos dias frios, eu e meu irmão sentávamos na escada da varanda para saborear a fruta ao calor do sol. À noite tinha outra rodada, sem contar as inúmeras bergamotas chupadas entre uma brincadeira e outra. Às vezes era tão frio que esquentávamos a fruta na chapa do fogão. Quando o carroceiro não aparecia, nós íamos até as bergamoteiras. Lembro do Sr. Valdir Dassoler, pai do meu amigo Gladstone, dono de um armazém de secos e molhados, que nos domingos lotava a carroceria do seu Chevrolet com crianças e levava para as colônias próximas a Cotegipe. Era uma festa. Primeiro, pelo fato de andar de caminhão. Segundo, porque nas colônias subíamos nas bergamoteiras e comíamos à vontade. Quando seu Valdir não podia levar, íamos com nossos irmãos mais velhos e seus amigos até uma chácara com uma grande plantação de laranjas e bergamotas. Era de uma família polonesa que morava na saída de Cotegipe para São Roque, cujo nome não lembro. O mais engraçado é que na época havia duas formas de pagamento. Uma era por “barrigada”, ou seja, você comia a vontade e pagava, digamos R$ 5,00. Se quisesse comprar 100 unidades, por exemplo, pagava R$ 10,00. Passávamos a tarde embaixo das bergamoteiras e laranjeiras brincando e comendo. O pinhão é outra paixão. Enquanto escolho as melhores sementes embarco numa viagem de recordações. Lembro quando eu e meus amigos assávamos o pinhão nas grimpas em meio ao mato. Lembro dos vendedores de beira de estrada com bochas e pinhões graúdos e de um vermelho forte. Lembro quando meu pai selecionou as melhores e mais bonitas sementes e foi plantar na chácara. Hoje eles estão bonitos e fortes, dando milhares de sementes a cada temporada. Muito mais que o valor nutricional, cada uma destas frutas, ou semente, traz uma série de lembranças que persistem no fundo da nossa memória. Aqui em São Paulo, a bergamota que conhecemos aí na região é chamada de mexerica-do-rio. Bergamota é uma expressão do sul do país. O dicionário Aurélio diz que bergamota é uma palavra turca, que quer dizer “pêra do príncipe”. Já a palavra mexerica remete para tangerina, conhecida em diversas regiões do país como bergamota ou vergamota, laranja-cravo, laranja-mimosa, mandarina, mexerica e mimosa. Bem, hoje eu gosto mais da ponkan, mais doce e fácil de descascar.

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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Uma atriz cotegipense em Cuba

Sim, a cotegipense Cléo de Paris, da família de Paris, integrante do grupo teatral Satyros, de São Paulo, foi a protagonista da peça "Liz" que o grupo apresentou durante turnê em Havana. Atriz de mão cheia, Cléo já ganhou vários prêmios e tem um belo futuro pela frente.
Sucesso para ela!!!

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